quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Cheguei a um ponto onde qualquer sarcasmo me agredia brutalmente. Qualquer reprovação, vinda de quem quer que fosse, me tirava toda crença que eu ainda tinha em mim. Tudo me afetava. Da palavra ao silêncio, da lágrima ao sorriso, do olhar a indiferença. Tudo me afetava. Eu não sabia onde ficar, o que procurar, para onde ir. Procurei o meu lugar, qualquer que fosse, desde que eu me encaixasse. Nada me agradava. Do doce ao amargo, do claro ao escuro, do belo ao feio, do permitido ao proibido. Nada me agradava. De repente, eu não tinha um lugar no meu mundo. Nada parecia ser feito pra mim, ou pior, eu não parecia ser feita pra nada, nem ninguém. Perdida, sozinha, desnorteada, cansada, maltratada. Sem vontade, sem ânimo, sem coragem. Eu me entregava. Não via motivos para continuar tentando, continuar buscando. Me sentia inútil. Como um experimento mal feito, ou um projeto não acabado. E assim estou, entregue. A espera de… nada. Literalmente entregue. Um lixo terrestre. Aliás acho que não me enquadro nem nessa classificação, porque até mesmo o lixo já teve sua utilidade algum dia. Eu não. Talvez eu me encaixe em qualquer coisa entre o inútil e o indesejável.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário